Renata Vasques
Rafael, além da função de analista de incrementalidade, como ficou a divisão de orçamento entre topo, meio e fundo de funil depois de todas essas mudanças?
Rafael Bittencourt
Hoje é aproximadamente quarenta por cento para topo de funil, com criativo de alcance amplo, trinta e cinco por cento para meio, nutrindo quem já demonstrou interesse mas não converteu ainda, e vinte e cinco por cento para fundo, incluindo busca de marca e remarketing. Antes da virada, era quinze, vinte e sessenta e cinco por cento, respectivamente, uma distribuição quase invertida em relação à que temos hoje. Revisamos essa proporção a cada trimestre, sempre à luz de um novo teste de mercado suspenso, porque a proporção ideal muda conforme a categoria amadurece e a concorrência também ajusta o próprio investimento.
Renata Vasques
Essa realocação encontrou resistência interna de quem já estava acostumado com o modelo antigo?
Rafael Bittencourt
Encontrou bastante, principalmente de quem tinha meta atrelada a custo de aquisição de curto prazo, porque topo de funil naturalmente tem custo de aquisição aparente mais alto no primeiro momento. Resolvemos isso mudando a meta dessas pessoas para incluir também o efeito de médio prazo medido pelo teste suspenso, não só o número imediato do painel da plataforma de anúncio.