Renata Vasques
Marina, como fica dividido o orçamento anual dessa operação de conteúdo entre produção, distribuição e ferramenta?
Marina Salles
Cerca de sessenta por cento vai para o time interno, que já descrevi, salário das quatro pessoas mais um freelancer eventual para pauta muito técnica. Vinte e cinco por cento vai para ferramenta, incluindo plataforma de e-mail marketing, ferramenta de gestão de pauta e a ferramenta que cruza leitura recorrente com pipeline comercial, que foi desenvolvida sob medida porque nenhuma solução pronta do mercado fazia esse cruzamento específico direito. Os quinze por cento restantes vão para impulsionamento pontual de conteúdo em rede social, só para os artigos que já provaram tração orgânica boa, nunca para testar conteúdo novo do zero. Essa proporção mudou bastante desde o início, quando quase tudo ia para produção e nada para ferramenta de mensuração, o que nos deixava cegos sobre o que realmente convertia.
Renata Vasques
Vocês tiveram que brigar internamente para conseguir orçamento de ferramenta sob medida em vez de usar algo pronto e mais barato?
Marina Salles
Brigamos, sim, no primeiro ano. A diretoria via aquilo como gasto de tecnologia desnecessário para uma área de conteúdo. Só quando mostramos o cruzamento entre leitura recorrente e fechamento de contrato, feito manualmente numa planilha durante três meses como prova de conceito, é que aprovaram o desenvolvimento definitivo, porque o número já estava provado antes de pedirmos dinheiro para automatizar.