Paulo Sertã
Medimos três coisas trinta, sessenta e noventa dias depois. Volume de menção residual, comparando com a média histórica anterior à crise. Sentimento médio da menção, porque é comum o volume normalizar, mas o tom permanecer mais negativo por meses. E, o mais importante, indicador de negócio real, como taxa de cancelamento de contrato ou queda de conversão em vendas, porque nem toda crise de rede social afeta caixa. Num caso recente, o volume de menção voltou ao normal em duas semanas, mas o sentimento médio continuou dez pontos percentuais mais negativo do que antes, ao longo de três meses, sem impacto relevante em vendas, o que nos levou a recomendar apenas monitoramento contínuo, sem campanha extra de reconstrução.
Paulo Sertã
Aí sim entra um plano de reconstrução ativo, geralmente com prova concreta de mudança, não apenas discurso: mudança de processo, auditoria externa divulgada, ou compensação direta ao cliente afetado. Reconstrução de confiança não acontece por campanha publicitária, acontece por repetição de comportamento consistente ao longo de meses.